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29.10.12

Mil palavras...

O fim-de-semana serve para tanta e tão pouca coisa... Descanso, passeio, almoços e lanches demorados, visitas regressando no tempo e sofá bom e quentinho.
O frio tem destas coisas boas e a manta chama por nós nas noites... Mil palavras foi o filme eleito para descansar de uma semana de trabalho. 

"Mil Palavras narra a história de Jack McCall, um homem que descobre que tem somente mais mil palavras para falar antes de morrer." Tal frase questionou o mais íntimo de cada um de nós e Eddie Murphy aguçou-nos a curiosidade para um serão divertido e despreocupado.

Ao que pensámos ser "só um filme" de risotas e comédia levou-nos a pensar muito mais além, a falar do filme pelas horas dentro e dar ainda mais valor ao que temos. Palavras leva-as o vento era o subtítulo que daria a estes 90 min de filme.
Eu, "uma cidadã das letras e palavras", levei um bálsamo deste filme, nada que já não soubesse, mas muito do que me esqueço e o mundo me faz esquecer. Gosto do meu silêncio, que incomoda tanta gente, eu cá gosto... Porque ouço palavras muitas horas por dia!

As palavras que tantas vezes proferimos sem nos darmos conta, palavras e mais palavras que usamos quase como algo corriqueiro, palavras que perdem valor e são ditas sem qualquer pensamento ou afecto. No decorrer do filme vamos pensando como é bom saber valorizar cada momento, mesmo sem palavras, e não deixar passar o "comboio da vida"... Na linha dos sentimentos, quase não é preciso palavras! 

O filme fala por si... Se ainda não viste, não percas!

29.8.12

A caminho, sempre!


O blog não parou e continua a caminho... Aqui partilho: eu mesma consegui repetir a proeza de quase 120km de mochilinha às costas... Calor, chuva, vento e muito mais acompanharam a peregrinação até S.Tiago. 

A foto mostra muito pouco daquilo que foram 5 dias de contemplação e, que ansiava, serem de paragem. É verdade, pode-se parar a caminhar!
Par(AR) era a palavra que transportava no meu bolso mais pequeno. Ar era outra que me incentivava, ganhar ar, ter ar, respirar novo ar, tudo isto precisava...

"Silêncio e palavra", que tantas vezes ouvi, li e reli agora ia fazer sentido!

Um grupo pequeno, familiares, amigos e desconhecidos que passaram a amigos. O caminho tem destas coisas, surpresas e discernimentos. Os dias eram longos, as madrugadas custavam e o fim do dia pesava em cada perna. Mas em cada hora perguntava-me porque ali estava...

Porque me tinha colocado, novamente, naquela situação desconfortável, de cansaço e loucura, de mistura de emoções, risos e choros, contemplação, novidades e recordações? Porquê?
Nem tudo faz sentido e o caminho foi a fuga, a fuga para me sentir, ouvir e carregar. O caminho é como a nossa vida e ali fez-se realidade. 

Também na vida estamos sempre a caminhar e não paramos! Muitas vezes caminha-se sem sentido ou sem saber para onde se vai!

Desta peregrinação veio ''o balão cheio'' e que espera esvaziar muito pouco de cada vez. Vieram novas realidades e uma fé renovada, com missões a palpitar e ideias que não param de martelar cá no íntimo.

Na vida precisamos destas paragens para abastecer e sentir o caminho, encontrar as curvas e não parar a qualquer sinal menos bem disposto!

Tenho de ter sempre em conta que, também na vida, há sempre os que caminham ao meu lado, os ''cajados'' que nos seguram, as ''vieiras'' e as "setas" que nos indicam e aconselham o caminho, as "fontes" que nos refrescam e as "pedras" que se transformam em degraus.



27.1.12

Monjas, sabiam que existem?

A minha atividade é, sem dúvida, muitas vezes um privilégio! Não digo isto quando ando cheia de trabalho, horários para cumprir e conversas agendadas "para ontem"...


O privilégio é de me cruzar com pessoas tão diferentes, em diversos espaços, com boas conversas e vidas de testemunho, à medida de uma montanha russa...





Esta semana abriram-se os portões de uma comunidade de religiosas, as monjas dominicanas (http://www.monjasoplisboa.com), para eu respirar do ar que ali se vive... O portão encarnado esconde um páteo repleto de cores e sons. As flores garridas puxam-me o olhar e as abóboras espalhadas dão-me a mão até à infância...






Vidas simples mas repletas de interioridade... Por momentos pareceu-me estar a entrar num espaço de outro mundo, tão silencioso, mas em pleno coração da cidade.


De "outro mundo" também são as bolachinhas de aveia, de fabrico próprio, que, como diz a irmã que me recebeu, em jeito de brincadeira "pode provar porque os doces das irmãs não engordam"...






Doce de laranja ou de figo também é encontrado lá à venda e mesmo lúcia-lima para fazer chá... tudo criado no mosteiro...




Uma comunidade de apenas 4 irmãs, em que a mais nova tem 74 anos... (curioso, não?) e que se preocupam há 27 anos com os problemas da sociedade e gostam de os abrir à reflexão. Este ano debruçam-se sobre o "bom uso da crise" e organizam: http://www.monjasoplisboa.com/upload/programa_2011_2012.pdf



No outro lado da quinta, onde em tempos foi uma adega, abre-se um pequeno portão para a capela. De bancos corridos, flores coloridas e luz natural esta capela tem a particularidade de ter peças em madeira de eucalipto e bancos feitos pelas religiosas. Além disso a minha curiosidade aguçou-se ao ver uma cítara, ainda tocada por uma das irmãs, aquando das suas orações diárias.









Aqui fica a partilha de uma visita de trabalho que me valeu uns minutos de descanso e serenidade... :)


17.1.12

Intra...

Há dias assim... (já cantava a música) em que me sinto de outro planeta, em que apenas estou comigo... estarei a ficar louca?




Podem alguns pensar que sim mas eu acho que a cada dia que passa mais sinto falta de momentos de serenidade, em que me sento sem me levantar, em que vejo sem observar, em que sinto como se não sentisse... Difícil de explicar...

Hoje sinto-me "intra"... Poderia percorrer cada célula de mim (não serão muitas em 156cm...) e perceber que hoje estão ligadas sem se falarem, apenas sentem em conjunto. Sou extrovertida por natureza mas hoje há qualquer coisa de intra que falou mais alto...

Os dias de reboliço em que tenho vivido dão-me prazeres imensos de encontro, família, amizade, gratidão, sinceridade e outras maravilhas da vida... Foram dias envolvidos de cores, de crianças, de encontros e novidades, de celebrar a vida!


Hoje comecei por aí... celebrar e valorizar a vida... o que a vida me trouxe e com a qual me queixo tantas vezes... Porque sou uma privilegiada que a cada dia vê o mar e o rio, a luz de Lisboa e seus monumentos, o Cristo Rei que me abraça cada vez que o olho... os simples sorrisos e as palavras de quem conheço bem ou simplesmente o olhar de quem conheço mal.


Aos 17 dias de janeiro o sol brilha lá fora, o frio gela-me as mãos e eu, olho para dentro, como se o dia de hoje tivesse sido tirado para a introspeção... há dias assim, intra!


10.11.11

"Pequenos nadas..."



"Segunda-feira
trabalhei de olhos fechados
na terça-feira
acordei impaciente
na quarta-feira
vi os meus braços revoltados
na quinta-feira
lutei com a minha gente
na sexta-feira
soube que ia continuar
no sábado
fui à feira do lugar
mais uma corrida, mais uma viagem
fim-de-semana é para ganhar coragem"

Sérgio Godinho - A vida é feita de pequenos nadas

Hoje pela manhã os phones pela rádio trouxeram-me esta música: "A vida é feita de pequenos nadas... " Parece quase uma frase banal, das que se ouvem numa mesa de café ou num banco do autocarro mas, de facto, tenho de concordar e gostar dela!

Foi o tema perfeito para a decisão ser tomada... Andava aqui a "magicar" há tanto tempo, mas sem tempo para o fazer... e agora há que o inventar! Este blog, que andava pouco ou estava quase parado, vai renascer das "quase cinzas". Não será todos os dias, talvez nem todas as semanas, mas vai mudar um pouco... o estilo, o conteúdo, a graça... apenas não muda quem o escreve...

Ou mudará? Há quem diga que mudamos um pouco todos os dias... Mas serei eu que aqui vai escrever, desabafar ou relatar coisas... simplesmente coisas, conversas, episódios, momentos... "pequenos nadas"! :)

2.9.11

O caminho continua...

Agora é tempo de atravessar a ponte! :)

3.11.08

Uma frase para hoje...

No mar da vida há ondas fortes... (eu chamo de momentos) não devemos afundar, porque quando elas passam, tudo se ilumina, tudo se transforma! (Fatyly)